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Bem-Vindos


Coisas que se passam lá no nosso pequeno paraíso, na divisa com Minas Gerais. Nosso mato, nossa roça! Bem-vindos!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Surpresas da Quinta


Final de semana na Quinta.
Há três meses não ia lá.

Reynaldo subiu a montanha para encontrar o vizinho Zé. Eu peguei meu caderninho e sentei no sofá da varanda. Comecei a escrever...
"ESTOU NA QUINTA!!!!
Que saudades estava daqui, de sentar nessa varanda e simplesmente olhar a paisagem. Uma chuva começou..."
Quando escrevi isso, ouvi um barulho que vinha da cozinha. Era um beija-flor que havia entrado pela porta dos fundos e que estava lutando com o vidro da cozinha, tentando sair. Como isso aconteceu inúmeras vezes, eu não fui até lá para socorrê-lo, com medo de assustá-lo ainda mais. Só que o embate se estendeu e eu fui tentar ajudá-lo. Depois de uma primeira tentativa frustrada, eu consegui pegá-lo. Ele estava bem assustado, fechei as mãos em formato de concha, deixando sua cabeça com seu longo bico para o lado de fora. E na pequeniníssima caminhada de meia dúzia de passos até a varanda, ele se acalmou, ou entrou em estado de choque, não sei ao certo, sei que ao chegar à varanda e abrir as mãos, ele não voou. Confesso que, ao abrir as mãos, não dei aquele impulso que damos quando ofertamos ao pássaro o céu, gesto que já repeti inúmeras vezes quando solto os passarinhos que a minha gata Zefinha me traz de presente. Não, simplesmente, abri as mãos. Falei com ele sussurando, talvez com medo de assustá-lo mais ainda, disse-lhe que podia voar, e ele nada. Fiquei esperando, e ele lá, com suas minúsculas patinhas agarradas ao meu dedo. Esperei e nada...Resolvi me sentar, acreditando que, com essa movimentação, ele voaria, e nada...Senti, fiquei observando um piolhinho branco que passeava por seu longo bico, ia e vinha...A respiração do pequeno beija-flor ora acelerava, ora serenava. Fiquei me indagando se ele era ainda filhote ou se era de espécie de pequeno porte. Observei o recorte de suas asas e seu rabo esverdeado. O tempo foi passando e comecei a me perguntar se ele estaria machucado em consequência de tantas trombadas com o vidro ou se simplesmente estava tão assustado que nem conseguia voar, ou ainda pior, estava achando que era minha presa e sentia que a morte era certa. De vez em quando, ele virava a cabecinha, me olhava, fechava os olhinhos, abria. Eu podia sentir suas finíssimas unhas apertando fortemente a pele de meu dedo, no limite de adentrar a carne. Como otimista que sou, comecei a achar que, o que estava acontecendo ali, era que aquele singelo beija-flor estava mesmo era afeiçoado a minha pessoa, agradecido pelo resgate e descansando um pouco antes de levantar vôo, talvez esperando que a chuva parasse. Pensamentos que nós, bichos humanos, temos em relação a outros bichos, idéias, sentimentos que projetamos nessas inocentes criaturas. Mas o certo é que, por cerca de cinco minutos, nossos mundos se comunicaram através de uma linguagem intraduzível em palavras. E assim, sem nenhum aviso prévio por parte dele ou qualquer movimento brusco de minha parte, ele levantou vôo e, antes de sumir na mata, ele voltou um pouco até mim, e juro que vi seus olhos mirando os meus.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Carnaval em Guarani


Está só começando... Reyzinho encontrando seus parentes, conhecidos e pessoas amadas.


Eu turista...

Me reencontrei com a vodka. Só para experimentar ficar assim meio tontinha, meio como sou ao natural... Mas com licença para ser eu. Fiz tatoo de borboleta e adquiri óculos de guitarra para o menino. Caminhei, brinquei e dancei.
Saí com meu pessoal. Bloco da terceira idade. Músicas das antigas. Delícia.
Agora estou aqui com menino dormindo ao meu lado para o pessoal poder aproveitar o carnaval.
Boa noita e todos!!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Dia da Irmãs



Nesse ano o Dia das Irmãs aconteceu no dia 30/01.
Celebramos 10 anos dessa maravilha que nos faz tão bem à alma.
E foi tão bom!!!!
Fomos à uma exposição do MAC na USP, depois fomos almoçar no retaurante Butina, gostamos de comemorar com massas...
Andanças pela Benedito Calixto, fotos e mais fotos.
Depois fomos ao Instituto Tomie Ohtake ver uma exposição do fotógrafo Mario Cravo Neto. Eis aí nossas humildes observações (se é que dá para ler).

Ainda teve Fnac e depois fomos para casa bem cansadinhas. Mas nem por isso deixou de rolar mais um macarrãozinho com shitake, dessa vez com vinho já que ninguém precisaria dirigir. Para fechar com chave de ouro assistimos Conversas com Meu Jardineiro, na nova telona aqui de casa.

Foi tudo muito bom e me fez muito bem. Brincamos, brindamos, relembramos, gargalhamos, amamos....Fiquei assim naqueles estados de felicidade difíceis de descrever. Minhas queridas irmãs, amo muito vocês!
GRACIAS!!!!

MeninoFusca


Foi tamanha a alegria do menino quando avistou o fusca que não pude deixar de perguntar: -quer tirar uma foto???? Olha só a pose do guri....

MeninoBalde


Que importa se a água estava suja, se o espaço era pequeno e, se o sol ardia em brasa?